quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Atuação das Massas de Ar



Um dos fatores mais decisivos na caracterização do clima de uma dada região é a atuação das massas de ar, pois “emprestam” suas características ao tempo e ao clima dos lugares por onde circulam. A origem quanto às zonas climáticas determinará a temperatura das massas, assim, as que se formarem na zona polar serão frias e as das zonas tropical e equatorial, serão quentes. Da mesma forma, a origem oceânica ou continental irá determinar sua umidade que poderá, entretanto, variar com o deslocamento da massa por sobre regiões de umidade distinta.

MASSAS QUE ATUAM NO BRASIL
As zonas climáticas brasileiras são ifluenciadas pela atuação de cinco massas de ar:

1. Massa Equatorial Contineltal (mEc)
É uma massa quente e instável originada na Amazônia Ocidental, que atua sobre todas as regiões do país. Apesar de continental é uma massa úmida, em razão da presença de rios caudalosos e da intensa transpiração da massa vegetal da Amazônia, região em que provoca chuvas abundantes e quase diárias, principalmente no verão e no outono. No verão, avança para o interior do país provocando as “chuvas de verão”.

2. Massa Equatorial Atlântica (mEa)
É quente, úmida e originária do Atlântico Norte (próximo à Ilha de Açores). Atua nas regiões litorânes do Norte do Nordeste, principalmente no verão e na primavera, sendo também formadoras dos ventos alísios de nordeste.

3. Massa Tropical Atlântica (mTa)
Origina-se no Oceano Atlântico e atua na faixa litorânea do Nordeste ao Sul do país. Quente e úmida, provoca as chuvas frontais de inverno na região Nordeste a partir do seu enconttro com a Massa Polar Atlântica e as chuvas de relevo nos litorais sul e sudeste, a partir do choque com a Serra do Mar. Também é formadora dos ventos alísios de sudeste.

4. Massa Polar Atlântica (mPa)
Forma-se no Oceano Atlântico sul (próximo à Patagônia), sendo fria e úmida e atuando subretudo no inverno no litoral nordestino (causa chuvas frontais), nos estados sulinos (causa queda de temperatura e geadas) e na Amazônia Ocidental (causa fenômeno da friagem, queda brusca na temperatura).

5. Massa Tropical Continental (mTc)
Originada na Depressão do Chaco, é quente e seca e atua basicamente em sua área de origem, causando longos períodos quentes e secos no sul da região Centro-oeste e no interior das regiões Sul e Sudeste.

Tipos de Chuva


O Brasil, dada sua vasta extensão territorial, de dimensões continentais, possui uma tipologia climática variada. Além de sua extensão, outros fatores influentes nos diversos climas brasileiros são as condições de temperatura, altitude, pressão e proximidade com o oceano. Esta grande diferenciação climática do país resulta, por sua vez, em paisagens vegetais bastante variadas, o que faz do Brasil um dos países detentores do ecossistema mais variado e complexo no mundo.
O território brasileiro está dividido em faixas climáticas: 92% do território localiza-se entre a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio. Portanto, pode-se dizer que o clima brasileiro é predominantemente tropical, ainda apresentando faixas equatoriais e sub-tropicais (zonas temperadas) distribuídos entre os 8% restantes do território. A predominância de altitudes mais baixas ao longo do território nacional acarretam em temperaturas mais elevadas. as temperaturas médias predominantes são superiores a 20 C.
Image
Inicialmente, o Brasil é um dos únicos países no mundo a apresentar a chamada floresta equatorial (ao lado do Congo, na África), circunscrita ao clima equatorial. Este clima prevalece na região da Floresta Amazônica, apresentando características como temperaturas médias que oscilam entre 24 e 26 C e índice pluviométrico de médias superiores a 2.500 mm/ano (o mais alto índice referente ao regime de chuvas do território brasileiro). A vegetação da área compreendida por este tipo de clima corresponde à chamada floresta equatorial (hiléia amazônica).
O clima tropical atua nas regiões do Planalto Central, além de áreas do nordeste e do sudeste brasileiros. Este clima é caracterizado por duas estações quentes distintas por ano, apresentando temperatura média superior a 20 C. Quanto ao regime de chuvas, o índice pluviométrico anual varia entre os parâmetros de 1.000 e 1.500 mm/ano. A vegetação das áreas circunscritas a este tipo de clima é tipicamente de cerrado, apresentando arbustos de casca grossa e gramíneas. Já nas áreas adjacentes aos rios, há a presença constante de matas ciliares.
Nas regiões mais altas circunscritas pelos planalto atlântico no sudeste, e ainda na regiões ao sul de Mato Grosso do Sul e ao norte do Paraná, o clima predominante é o chamado tropical de altitude. Este tipo de clima é caracterizado pelas médias de temperatura oscilantes entre 18 e 22 C, apresentando um regime de chuvas anuais cujo índice varia entre 1.000 e 1.500 mm/ano. A floresta de araucárias (Serra do Mar e Serra da Mantiqueira) e a mata tropical predominam nas regiões mais altas destas áreas descritas, enquanto nas demais regiões a mata tropical encontra-se em estado avançado de devastação.
O chamado clima tropical atlântico predomina em praticamente toda a faixa litorânea brasileira, estendendo-se desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Tal clima tem por temperatura média anual uma faixa de variação entre 18 e 26 C, possuindo índice pluviométrico médio variando em torno de 1.200 mm/ano. O quadro vegetal desta área é composto pela chamada Mata Atlântica, constituindo uma das áreas vegetais que mais sofreram com a devastação: a região do estado de São Paulo, detentora de 82% da Mata Atlântica original, se encontra atualmente reduzida a ínfimos 5%.
O chamado clima semi-árido estende-se pelos territórios correspondentes ao sertão nordestino, incluindo o vale do Rio São Francisco, até o norte do estado de Minas Gerais. Os índices pluviométricos destas áreas são os mais baixos do país, apresentando um média inferior a 800 mm anuais. Em contrapartida, as temperaturas médias anuais correspondem às maiores no território brasileiro, oscilando por cerca de 27 C. A vegetação correspondente a estas regiões é a caatinga, encerrando vegetais de feições retorcidas e espinhosas, com grande constância de plantas cactáceas.
A região de climas mais frios no Brasil corresponde à faixa territorial situada abaixo do Trópico de Capricórnio , abrangendo os estados sulistas, com exceção do norte do Paraná. O clima subtropical destas regiões apresenta temperaturas médias inferiores a 20 C, com índice pluviométrico variando entre 2.000 e 1.500 mm anuais. Tal região circunscrita a essa faixa climática apresenta os invernos mais rigorosos do país, sobretudo nas áreas de maior altitude, onde inclusive podem ocorrer nevascas. A tipologia vegetal dominante constitui a chamada floresta de araucária (zonas de altitude mais elevada) e ainda as gramíneas (zonas mais baixas, como os Pampas gaúchos e a Depressão Periférica). A mata das araucárias também sofreu grandes devastações, mas há a ocorrência de áreas de reflorestamento.
Dada a vasta extensão das regiões costeiras ou litorâneas no Brasil, o clima das diversas regiões brasileiras, de norte a sul, sofrem a influência das correntes oceânicas atlânticas, sobretudo na própria faixa litorânea. As correntes que atuam de maneira mais direta nas variações climáticas brasileiras são a Equatorial Norte e a corrente do Brasil (correntes quentes) e ainda a Corrente das Falklands/Malvinas (correntes frias).

Problemas Ambientais Relacionados ao Relevo

O Brasil é um país imenso, é dividido em regiões. Regiões são áreas ou conjuntos de estados que apresentam características entre si e diferentes de outras áreas próximas.
Em geral, as divisões regionais se baseiam nos elementos do quadro natural destacando um ou mais deles.
Os domínios morfoclimáticos: essa divisão se baseia nos diferentes tipos de relevos que são resultantes das condições climáticas atuais e do passado bem como na cobertura vegetal e nos tipos de solo.
No Brasil existem vários domínios morfoclimáticos:


 Domínio Amazônico: aparece no norte do País e se estende pelos países vizinhos.

Relevo: Predominam as planícies.
Clima: Equatorial é o mais quente e o mais úmido da Terra.
Apresenta a maior bacia fluvial da Terra ocupando ¼ das terras da América do Sul. Destaca-se o rio Amazonas que é o maior do mundo.
Vegetação: Predomina a floresta equatorial Amazônica.
 Domínio do Cerrado: Aparece no Brasil Central

Relevo: Chapadas e Chapadões.
Clima: Tropical com uma estação seca bem definida.
Solos ácidos.
Rios: Diminuem muito na época das secas e transbordam na época das chuvas.
Vegetação: campos que apresentam árvores finais e retorcidas com cascas grossas.
 Domínio da Caatinga: Aparece do sertão do Nordeste.

Relevo: Chapadas e serras.
Clima: semi-árido quente, com chuvas escassas e mal distribuídas.
Solos ricos em minerais e pobres em matérias orgânicas.
Rios temporários – predominantes.
Vegetação: arbustos espinhentos e cactos além de árvores que perdem suas folhas nas secas.
 Domínio do “mar de morros”: aparece na fixa litorânea do Nordeste até o Sul penetrando pelo Sudeste até o Sudeste até o interior de Minas Gerais.

Relevo: Morros arredondados que resultam da alternância de períodos de secas e de chuvas com um forte processo de erosão.
Clima: Tropical quente, com uma estação seca e outra chuvosa.
Solos Férteis.
Rios muito importantes pelo grande potencial hidroelétrico.
Vegetação: Predomina a Mata Atlântica que está muito devastada. Também apresenta campos e cerrados.
 Domínio da araucária: Predomina no sul do Brasil.

Relevo: Predomina o planalto.
Clima: Subtropical.
Solos: fértil
Rios muito importantes para a navegação e para a geração de eletricidade.
Vegetação: Floresta dos Pinhais ou de Araucária a qual está muito devastada.
 Domínio das Pradarias aparece no sudoeste do Rio Grande do Sul.

Relevo: Planícies.
Clima: Subtropical.
Solos Férteis.
Rios de planície.
Vegetação: de gramais que formam imensos campos muito utilizados para a pecuária.
Faixas de Transição: São áreas de passagem de uma região para outra. Elas misturam as condições naturais das áreas próximas.

Principais Unidades do relevo Brasileiro


 Unidade do relevo: 

Ao longo dos séculos o relevo brasileiro já recebeu várias subdivisões, porém existem tres mais importantes as quais vamos estudar conhecer.
 
A primeira delas foi elaborada pelo professor Aroldo de Azevedo em 1940, que dividiu o território brasileiro em 8 unidades de relevo: 4 planatos e 4 planícies. Veja o mapa abaixo: 



Ná década de 60, essa divisão foi reelaborada pelo professor Aziz Ab’Saber, assim o território brasileiro ficou dividido em 10 unidades de relevo: 7 planaltos e 3 planícies. Veja o mapa abaixo:



A subdivisão mais atual do nosso relevo foi apresentada pelo professor Jurandyr Ross na década de 90, que se fundamentou num levantamento detalhado do território brasileiro realizado pelo projeto Radambrasil, que contava com um sistema de radares capazes de obter imagens detalhadas do relevo brasileiro. Assim, Ross fragmentou o terriório brasileiro em 28 unidades de relevo: 11 planaltos, 11 depressões e 6 planícies. Veja o mapa abaixo:



Veja abaixo as características dessas unidades de relevo: 

Planaltos 

Planalto da Amazônia Oriental 

Planalto sedimentar que se estende de Manaus até o oceano Atlântico e constitui os limites norte e sul daBacia Amazônica. Apresenta topos arredondados, onde se encontram alguns morros residuais de topo plano. Em seu limite norte, o relevo é escarpado e definido por uma frente de cuesta. Esse planalto tem uma altitude média de 400 metros e é recoberto por mata densa, onde se desenvolvem a seringueira e o cacaueiro. 

Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba 

São formados por terrenos de uma bacia sedimentar, ocupando um vasto território que se estende doMaranhão até Brasília. As formas chapadas são predominantes neste tipo de planalto. 

Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná 

São dominados pela presença de terrenos sedimentares com formação arenítico-basálticas. Estendem-se de Goiáis até o Rio Grande do Sul, abrangendo a faixa ocidental dessa região. Suas altitudes atingem cerca de 1.000 m. 

Planaltos Residuais Norte-Amazônicos 

Estendem-se desde o Amapá até o norte do estado do Amazonas, com altitudes que variam de 600 a l 000 metros, chegando a atingir 3 000 metros nas partes mais elevadas. Têm a forma de áreas serranas descontínuas e são constituídos de rochas cristalinas. Essas formas residuais correspondem principalmente às serras de Tapirapecó, Imeri, Parima, Acaraí, Tumucumaque e do Navio, na qual se explora o minério de manganês. 

Nessa unidade de relevo encontram-se os picos mais elevados do Brasil: o pico da Neblina, com 3 014 metros, e o pico 31 de Março, com 2 992 metros, ambos situados no estado do Amazonas. 

Planaltos Residuais Sul-Amazônicos 

São planaltos cristalinos que se estendem desde o sul do Pará até Rondônia. Têm o aspecto de uma vasta área plana com morros de topos arredondados, distribuídos pelo espaço de forma descontínua. Ao lado desses morros encontram-se áreas de coberturas sedimentares antigas, que apresentam topo plano e correspondem às chapadas, como a do Cachimbo. Nessa formação, localiza-se a serra dos Carajás, onde há grande ocorrência de minerais, como ferro, manganês, cobre e ouro. 

Planalto e Chapada do Parecis 

São planaltos que se estendem no sentido leste-oeste, indo do Mato Grosso até Rondônia, caracterizados pela presença de terrenos sedimentares. Suas altitudes atingem cerca de 800m. Apresentam o relevo de chapadas de topo plano que servem como divisores de águas das bacias do Amazonas-Paraguai. 

Planalto de Borborema 

São terrenos de formação pré-cambriana localizados no leste de Pernambuco, apresentando um grande núcleo cristalino isolado. Sua altitudes atingem cerca de 1.000m. 

Planalto Sul-Rio-Grandense 

Está localizado no sul do Rio Grande do Sul. Suas altitudes não ultrapassam os 450m. 

Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste 

De formação pré-cambriana, ocupam terrenos, em sua maior parte cristalisanos, que se estendem de Santa Catarina até a Bahia. São caracterizados pelas serras de altitudes elevadas que podem apresentar mais de 2.000m., como é o caso da Serra da Mantiqueira com 2.890m. de altitude. 

Nestes planaltos também podemos encontrar as serras do Mar e do Espinhaço, além de fossas tectônicas como o vale do Paraíba do Sul. 

No reverso das serras, há o domínio de superfícies bastante acidentadas caracterizadas por morros baixos e convexos, denominadas como mares de morros.

Esquema da fossa tectônica


Planaltos e Serras de Goiás – Minas 

São terrenos predominantemente cristalinos, de formação antiga, que se estendem de Brasília até o sul deMinas Gerais. Sua altitudes atingem cerca de 1.960m. Podemos destacar nesta área as serras da Canastra e Dourada e as chapadas próximas do Distrito Federal e dos Veadeiros. 

Serras Residuais do Alto Paraguai 

São terrenos predominados por rochas cristalinas e rochas sedimentares antigas, e compõem o cinturão orogênico Paraguai-Araguaia. Estão concentrados ao sul e ao norte do Pantanal Mato-Grossense. 

A porção Meridional corresponde à Serra da Bodoquena, e a porção setentrional corresponde à Província Serrana. 

Depressões 

Depressão da Amazônia Ocidental 

Limita-se com as depressões Norte-Amazônica e Sul-Amazônica, sendo cortada, como o Planalto da Amazônia Oriental, pela Planície do Rio Amazonas. Possui terrenos baixos, com altitudes inferiores a 200 metros, com topos planos sustentados principalmente por rochas sedimentares. 

Depressão Marginal Norte-Amazônica 

Está localizada entre os Planaltos Residuais Norte-Amazônicos, ao norte, e a Depressão da Amazônia Ocidental e o Planalto da Amazônia Oriental, ao sul. Sua altitude oscila entre 200 e 300 metros; no limite norte, apresenta escarpas e, ao sul, frentes de cuesta. 

Depressão do Araguaia-Tocantins 

Localiza-se na região central do Brasil, acompanhando o rio Araguaia. Suas formas de relevo são quase planas e de baixas altitudes que não passam de 350m. 

Depressão do Tocantins 

Terrenos geralmente de formação cristalina pré-cambriana, acompanham o rio Tocantins. Apresentam altitudes que atingem em média 400m. 

Depressão Cuiabana 

São terrenos localizados na parte central do Brasil, caracterizados pela presença de terrenos sedimentares e de altitudes moderadas que oscilam entre 150 a 400m. 

Depressão do Alto Paraguai-Guaporé 

Caracteriza-se pelo predomínio de rochas sedimentares. Está localizada no extremo norte da Planície do Pantanal e a Chapada dos Parecis, no Mato Grosso. Sua altitudes variam entre 150 a 200m. 

Depressão do Miranda 

Situada no Mato Grosso do Sul, nas proximidades do Pantanal com predominio de rochas cristalinas pré-cambrianas. É cortada pelo rio Miranda e com altitudes que não passam de 150m.
 
Depressão Sertaneja e do São Francisco 

É considerada uma das mais longas depressões, estendendo-se do litoral do Nordeste setentrional até o interior de Minas Gerais, acompanhando quase todo rio São Francisco. Suas formas e estruturas geológicas são variadas, com predominio de terrenos sedimentares e cristalinos, podemos destacar o norte da Serra do Espinhaço (Chapada Diamantina) ou Chapada das Mangabeiras. 


Chapada Diamantina

Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná 

É uma ampla faixa de terra que se estende de São Paulo até a fronteira do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Suas formas são moderadamente enrugadas e suas altitudes variam entre 600 e 900m. 

Em São Paulo é conhecida como Depressão Peroférica Paulista e no Paraná como Segundo Planalto. 



1 – Rochas Eruptivas 
2 – Planalto Sedimentar 
3 – Depressão Periférica 
4 – Planalto Cristalino ou oriental 
5 – Baixadas e bacias sedimentares 

Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense 

Está localizada nas terras sedimentares drenadas pelas águas dos rios Jacuí e Ibicuí, no RS. Suas altitudes atingem em média 200m. 

Planícies 

Planície do Rio Amazonas 

Corresponde a uma faixa que acompanha as margens do rio Amazonas e de alguns de seus afluentes. Está delimitada por terrenos do Planalto da Amazônia Oriental, a leste, e da depressão da Amazônia Ocidental, a oeste; sua área mais ampla situa-se na ilha de Marajó. 

Sua superfície está coberta por uma mata densa e por áreas alagadas. Nesses trechos inundados, desenvolve-se a mata de igapó, que estudaremos adiante. 

Planície do Rio Araguaia 

Estende-se pelas regiões Norte e Centro-Oeste. É uma região plana, com altitudes de até 200 metros, constituída por sedimentos recentes. A vegetação predominante é de cerrados abertos e campos limpos. 

Planície e Pantanal do Rio Guapóré 

Ocupa trechos do estado de Rondônia e da Região Centro-Oeste. É uma forma de relevo plana e pantanosa, com altitude média de 200 metros. 

Planícies e Tabuleiros Litorâneos 

Encontrados no litoral do Pará e do Amapá, são formados por sedimentos recentes de origem marinha. Nas proximidades da ilha de Marajó, misturam-se aos sedimentos carregados pelo rio Amazonas. 

Planície e Pantanal do Rio Paraguai ou Mato-Grossense 

É uma área que ocupa a parte mais ocidental do Brasil Central, estendendo-se também pela Bolívia e Paraguai. Suas altitudes não ultrapassam os 100m acima do nível do mar. É caracterizada pela doposição sedimentar recente, no verão-outono o rio causa inundações e esse alagamento origina as “bacias” ou toponímia local. 



Baías do Pantanal Mato-Grossense

Planícies das Lagoas dos Patos e Mirim 

Sua formação é digna das correntes marinhas que depositam sedimentos em quase todo o litoral gaúcho, estendendo-se também para o Uruguai.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Características do Tipos Climáticos

Tipos climáticos brasileiros

No Brasil, o espectro de temperaturas revela a presença de dois vastos conjuntos climáticos - os climas quentes ou tropicais e os climas mesotérmicos ou subtropicais. A atuação das massas de ar e as precipitações permitem distinguir diversos tipos climáticos.

As correntes marinhas do Atlântico ocidental exercem influência sobre a circulação atmosférica no Brasil.



O clima equatorial exibe elevadas temperaturas e pequena amplitude térmica anual. As médias anuais são sempre superiores a 24°C, e as médias do mês mais frio, sempre superiores a 21°C. A diferença entre as médias do mês mais quente e as do mês mais frio não ultrapassam 2°C ou 3°C, menores, portanto, que as amplitudes térmicas diárias. Contudo, em virtude da alta umidade relativa do ar e da forte nebulosidade, não se registram meses tórridos ou temperaturas diárias excessivamente elevadas.

O que distingue o clima equatorial é o volume das precipitações. Sob a atividade permanente da mEc (massa equatorial continental), os totais de chuvas variam entre um mínimo de l .800mm e máximos que se aproximam de 3.500mm, perto da fronteira com a Colômbia. Não há uma estação seca configurada: em todo o domínio, praticamente não se registram meses com precipitações inferiores a 60mm.

O clima tropical também é quente, com médias anuais superiores a 21°C. Contudo exibe maior variedade térmica que o equatorial: no interior do seu domínio, as áreas em maiores latitudes e altitudes podem ter médias próximas a 18°C em julho. As amplitudes anuais são menores que as diárias, mas superam as do clima equatorial, podendo chegar a 7°C.

A característica distintiva desse tipo climático é a alternância entre uma estação chuvosa de verão e uma estiagem de inverno. Durante o verão austral, a ZC/T (Zona Continental Tropical) desloca-se para a Bolívia, e a mEc domina o Brasil central. Nessa época, as precipitações são abundantes e resultam, principalmente, da convecção. No inverno, o predomínio passa para a mTa (massa tropical atlântica). As altas pressões condicionam tempo estável, céu claro e baixa umidade do ar. A invasão eventual da mPa é antecedida por linhas de instabilidade que provocam tempestades tropicais.

O clima semi-árido distingue-se do tropical pela fraca atuação da mEc, o que condiciona estiagens ainda mais prolongadas e totais pluviométricos menores. Na extensa mancha semi-árida do Sertão nordestino, ocorre larga variação da estação seca, que dura entre seis e onze meses. As chuvas concentram-se no verão e início do outono, quando podem ser torrenciais e provocar inundações.

Contudo a característica mais marcante desse tipo climático não é a escassez das precipitações, mas a sua irregularidade. Quando as chuvas de janeiro ou fevereiro não caem – ou são pouco intensas – instala-se um ano de seca. Periodicamente, registram-se períodos de seca de alguns anos, nos quais as precipitações ficam bastante abaixo do normal.

Clima tropical atlântico abrange a fachada oriental nordestina, incluindo as planícies litorâneas e as vertentes orientais dos planaltos, desde o Rio Grande do Norte

até quase o extremo sul da Bahia. A sua característica distintiva é o regime de precipitações, que apresenta totais pluviométricos elevados, em torno de l.500mm, com chuvas concentradas nos meses de outono e inverno. O climograma de Recife (PE) é representativo desse regime: embora não exista estação verdadeiramente seca, as grandes chuvas ocorrem entre abril e julho.

O clima tropical de altitude apresenta regime de chuvas concentradas no verão. O seu traço distintivo não se encontra nas precipitações, mas nas temperaturas. Nos planaltos e nas serras da metade leste de São Paulo, do sul de Minas Gerais e de uma estreita faixa ocidental do Rio de Janeiro, as médias anuais ficam entre 18°C e 21°C, e as médias de julho, abaixo de 18°C. Na Serra da Mantiqueira, há uma mancha com médias de julho entre 12°C e 15°C. Nessa mancha, estão as cidades turísticas de Campos do Jordão (SP) e Monte Verde (MG), à altitude de l.600 metros, que apresentam temperaturas ainda menores. A média anual de Campos do Jordão não chega a 14°C.

O clima subtropical domina toda a Região Sul, além do extremo sul de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. Distingue-se de todos os demais climas brasileiros pelos padrões da circulação atmosférica. A mEc exerce influência restrita, de tal forma que no verão atinge apenas a latitude do norte do Paraná. Por outro lado, a mPa (massa polar atlântica) exerce influência ampla, que é dominante durante o inverno.

As temperaturas permitem distinguir dois subtipos do clima subtropical. As áreas mais elevadas, na porção leste e no centro da região, exibem médias anuais inferiores a 18°C, e médias de janeiro em tomo de 22°C ou 23°C. Esse é o clima subtropical com verões brandos. Já as áreas mais baixas, na parte oeste da região e nas planícies litorâneas do Paraná e de Santa Catarina, exibem médias anuais superiores a 18°C, e médias de janeiro próximas de 24°C. Na Campanha Gaúcha, o mês mais quente tem médias superiores a 24°C. Esse é o clima subtropical com verões quentes, bem representado pelo climograma de Porto Alegre (RS).

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tipos de Clima do Brasil

Tipos de climas do Brasil
O Brasil, dada sua vasta extensão territorial, de dimensões continentais, possui uma tipologia climática variada. Além de sua extensão, outros fatores influentes nos diversos climas brasileiros são as condições de temperatura, altitude, pressão e proximidade com o oceano. Esta grande diferenciação climática do país resulta, por sua vez, em paisagens vegetais bastante variadas, o que faz do Brasil um dos países detentores do ecossistema mais variado e complexo no mundo.
O território brasileiro está dividido em faixas climáticas: 92% do território localiza-se entre a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio. Portanto, pode-se dizer que o clima brasileiro é predominantemente tropical, ainda apresentando faixas equatoriais e sub-tropicais (zonas temperadas) distribuídos entre os 8% restantes do território. A predominância de altitudes mais baixas ao longo do território nacional acarretam em temperaturas mais elevadas. as temperaturas médias predominantes são superiores a 20 C.
Inicialmente, o Brasil é um dos únicos países no mundo a apresentar a chamada floresta equatorial (ao lado do Congo, na África), circunscrita ao clima equatorial. Este clima prevalece na região da Floresta Amazônica, apresentando características como temperaturas médias que oscilam entre 24 e 26 ºC e índice pluviométrico de médias superiores a 2.500 mm/ano (o mais alto índice referente ao regime de chuvas do território brasileiro). A vegetação da área compreendida por este tipo de clima corresponde à chamada floresta equatorial (hiléia amazônica).
O clima tropical atua nas regiões do Planalto Central, além de áreas do nordeste e do sudeste brasileiros. Este clima é caracterizado por duas estações quentes distintas por ano, apresentando temperatura média superior a 20 C. Quanto ao regime de chuvas, o índice pluviométrico anual varia entre os parâmetros de 1.000 e 1.500 mm/ano. A vegetação das áreas circunscritas a este tipo de clima é tipicamente de cerrado, apresentando arbustos de casca grossa e gramíneas. Já nas áreas adjacentes aos rios, há a presença constante de matas ciliares.
Nas regiões mais altas circunscritas pelos planalto atlântico no sudeste, e ainda na regiões ao sul de Mato Grosso do Sul e ao norte do Paraná, o clima predominante é o chamado tropical de altitude. Este tipo de clima é caracterizado pelas médias de temperatura oscilantes entre 18 e 22 C, apresentando um regime de chuvas anuais cujo índice varia entre 1.000 e 1.500 mm/ano. A floresta de araucárias (Serra do Mar e Serra da Mantiqueira) e a mata tropical predominam nas regiões mais altas destas áreas descritas, enquanto nas demais regiões a mata tropical encontra-se em estado avançado de devastação.
O chamado clima tropical atlântico predomina em praticamente toda a faixa litorânea brasileira, estendendo-se desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Tal clima tem por temperatura média anual uma faixa de variação entre 18 e 26 C, possuindo índice pluviométrico médio variando em torno de 1.200 mm/ano. O quadro vegetal desta área é composto pela chamada Mata Atlântica, constituindo uma das áreas vegetais que mais sofreram com a devastação: a região do estado de São Paulo, detentora de 82% da Mata Atlântica original, se encontra atualmente reduzida a ínfimos 5%.
O chamado clima semi-árido estende-se pelos territórios correspondentes ao sertão nordestino, incluindo o vale do Rio São Francisco, até o norte do estado de Minas Gerais. Os índices pluviométricos destas áreas são os mais baixos do país, apresentando um média inferior a 800 mm anuais. Em contrapartida, as temperaturas médias anuais correspondem às maiores no território brasileiro, oscilando por cerca de 27 C. A vegetação correspondente a estas regiões é a caatinga, encerrando vegetais de feições retorcidas e espinhosas, com grande constância de plantas cactáceas.
A região de climas mais frios no Brasil corresponde à faixa territorial situada abaixo do Trópico de Capricórnio , abrangendo os estados sulistas, com exceção do norte do Paraná. O clima subtropical destas regiões apresenta temperaturas médias inferiores a 20 C, com índice pluviométrico variando entre 2.000 e 1.500 mm anuais. Tal região circunscrita a essa faixa climática apresenta os invernos mais rigorosos do país, sobretudo nas áreas de maior altitude, onde inclusive podem ocorrer nevascas. A tipologia vegetal dominante constitui a chamada floresta de araucária (zonas de altitude mais elevada) e ainda as gramíneas (zonas mais baixas, como os Pampas gaúchos e a Depressão Periférica). A mata das araucárias também sofreu grandes devastações, mas há a ocorrência de áreas de reflorestamento.
Dada a vasta extensão das regiões costeiras ou litorâneas no Brasil, o clima das diversas regiões brasileiras, de norte a sul, sofrem a influência das correntes oceânicas atlânticas, sobretudo na própria faixa litorânea. As correntes que atuam de maneira mais direta nas variações climáticas brasileiras são a Equatorial Norte e a corrente do Brasil (correntes quentes) e ainda a Corrente das Falklands/Malvinas (correntes frias).

terça-feira, 26 de julho de 2011

Estrutura Geológica do Brasil


As rochas da crosta terrestre estão em constante processo de transformação, sendo modificadas pela ação erosiva de agentes externos (chuvas, ventos etc.) e agentes internos (erupções vulcânicas e tectonismo). Esse processo ocorre há bilhões de anos e o conhecimento da estrutura geológica de um determinado local é de fundamental importância na análise do relevo e dos possíveis recursos minerais existentes.

O Brasil, por apresentar uma grande extensão territorial (8.514.876 quilômetros quadrados), possui estrutura geológica composta por três tipos distintos: escudos cristalinos, bacias sedimentares e terrenos vulcânicos.

Escudos cristalinos
Responsável por aproximadamente 36% do território nacional, essa formação ocorreu no período pré-cambriano. Ela apresenta composição diferente conforme os terrenos arqueozoicos (32% do território nacional) e proterozoicos (4% do território). No primeiro é possível encontrar rochas como o granito, gnaisses, grafita e elevações como a serra do Mar. Sua formação é a mais antiga, apresentando pequena riqueza mineral. Já nos terrenos proterozoicos, há rochas metamórficas que formam jazidas minerais (ferro, níquel, chumbo, ouro, prata, diamantes e manganês). A serra dos Carajás, no estado do Pará, é um terreno proterozoico.

Bacias sedimentares
Essa formação recobre cerca de 60% do território brasileiro. São constituídas de espessas camadas de rochas sedimentares, consequência da intensa deposição de sedimentos de origem marinha, glacial e continental nas partes mais baixas do relevo. Nesses terrenos é possível encontrar petróleo e carvão mineral, além de minerais radioativos (urânio e tório), xisto betuminoso, areia, cascalho e calcário.

Terrenos vulcânicos
São áreas que sofreram a ação de derrames vulcânicos. Esse processo originou a formação de rochas como o basalto e o diabásio. A decomposição do basalto é responsável por fertilizar o solo, no Brasil essas áreas são denominadas de “terra roxa”.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Relevo


RELEVO
O relevo corresponde ao conjunto de formação apresentadas pela litosfera. Essas formas são definidas pela estrutura geológica combinada com as ações da dinâmica interna e externa da Terra. A estrutura geológica diz respeito ao tipo de rocha — magmática, sedimentar ou metamórfica –, bem como à idade que elas apresentam — mais antigas ou mais recentes. As características tais rochas condicionam a ação dos fatores modificadores do relevo os chamados agentes de erosão
Fatores do relevo
Os fatores internos são responsáveis pela elevação ou rebaixamento da superfície da crosta terrestre os fatores externos, por sua vez, causam modificações nessa superfície.
  • Internos: tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos;
  • Externos: intemperismos, águas correntes, vento, mar, gelo, seres vivos, entre outros.
Fatores internos: as pressões do magma
Os fatores internos do relevo têm sua origem nas pressões que o magma exerce sobre a crosta terrestre. Essas pressões podem provocar vulcanismo e outros fenômenos chamados tectônicos, como a formação de dobras e fraturas e a criação montanhas.
O movimento do magma ocorre no manto, a parte do interior da Terra que fica entre a crosta e o núcleo, com aproximadamente 2 800 km de espessura. O magma age no manto superior, que vai até 670 km de profundidade.
A diferença entre a temperatura do magma, uma substância quentíssima e por isso fluida, a temperatura da crosta, que é mais baixa, pode resultar em dois fenômenos: em algumas regiões o magma extravasa para a superfície, pelos vulcões, sob a forma de lavas; em outras, é a crosta que se transforma novamente em magma. "sugada" para o interior do manto. Essa troca de calor, como vimos, é denominada movimento de convecção.
Tais fenômenos ocorrem com maior intensidade nas zonas de contato das placas tectônicas, que formam a crosta terrestre. Essa placas que compõem a litosfera, são encontradas tanto nos continentes quanto sobre o mar. E a partir de rachaduras abertas na crosta terrestre pela força sua pressão que o magma se movimenta realiza seu trabalho de construção e destruição, ou seja, pratica a sua ação dinâmica.
As áreas de construção são representadas principalmente pelas chamadas dorsais meso-oceânicas, grandes cadeias de montanhas submersas formadas por vazamento de depósitos de magma. Ao atravessar a crosta e entrar em contato com a água, o magma se consolida, formando aquelas que constituem as mais recentes rochas magmáticas da crosta. O maior exemplo é a zona da dorsal atlântica (número 1 no mapa), através da qual continuam surgindo novas rochas no solo oceânico.
A expansão que ocorre no fundo do mar tensiona a crosta em cadeia, de tal forma que em outras áreas ela é pressionada e destruída. É o que ocorre na região do Pacífico Sul, em que a fina crosta oceânica está sendo lentamente empurrada contra o continente, retomando ao manto e voltando a fundir-se (número 2 no mapa), constituindo uma área de destruição. Em contrapartida, o continente, pressionado, sofre uma grande elevação. Esse lento soerguimento é responsável pela contínua elevação da cordilheira dos Andes.
Em geral, as chamadas montanhas recentes apresentam intensa atividade sísmica e vulcanismos, justamente porque estão no limite de destruição das placas tectônicas.
A cordilheira do Himalaia é uma formação moderna, ainda em processo de soerguimento (número 3 no mapa). No entanto, podemos observar, pelo esquema, que sua origem está associada à colisão de duas placas continentais, e não ao choque entre uma placa continental e outra oceânica, como ao caso da cordilheira dos Andes.
Tanto nas zonas de construção como nas zonas de destruição, além da ocorrência de terremotos e vulcanismos é comum o aparecimento de dobras ou fraturas.
As dobras ocorrem em rochas frágeis e mais ou menos plásticas, enquanto as fraturas se formam em rochas mais resistentes ou rijas. Se os blocos fraturados não se deslocarem uns em relação aos outros, dizemos que se formam juntas. Quando, ao contrário, os blocos se afastam uns dos outros, terão ocorrido falhas.
A grande ocorrência de dobras e falhas explica a formação de várias cadeias de montanhas sobre a crosta — antigas e recentes. Dizemos que as dobras e falhas são movimentos orogenéticos, ou seja, criadores de montanhas.
Fatores externos: a erosão da superfície.
Os fatores externo são as chuvas, a água corrente, o vento, o gelo, o calor, além da própria gravidade, que desgastam e modificam o relevo terrestre, tendendo a uniformizá-lo. Isso só não ocorre por causa da endodinâmica, isto é, a atuação dos fatores internos. Além disso, o desgaste das formas de relevo está associado à maior ou menor resistência da rocha à erosão. As rochas sedimentares, por exemplo, formadas por sedimentos originários de outras rochas, geralmente dispostos em camadas, são menos resistentes à erosão que as rochas magmáticas, originárias da solidificação do magma, e as metamórficas, que são rochas transformadas por variações de pressão e temperatura.
O aplainamento da superfície terrestre principia com os processos intempéricos, que podem ser físicos ou químicos. Entre os agentes físicos destaca-se o calor, ou melhor, as variações de calor, que provocam desagregação da rocha por sucessiva dilatação e contração. Essa forma de intemperismo é típica das regiões áridas e semi-áridas, em que há grandes variações de temperatura entre o dia e a noite. Entre os agentes químicos, o principal é a água, que, dependendo da rocha, pode dissolver alguns de seus minerais. Sua ação pode ser mais sentida nos climas úmidos.
O intemperismo é seguido nela erosão, transporte e sedimentação, ou seja, deposição dos sedimentos nas áreas mais baixas do terreno. Isso é feito pelos agentes externos, que podem ser a água das chuvas, dos mares ou dos rios, o gelo, o vento, além da própria gravidade, por meio de desmoronamentos.
As regiões que há muito tempo não sofrem a influência dos fatores internos apresentam de relevo consideradas antigas, geralmente suaves, pois já foram muito desgastadas pela erosão.
As formas de relevo
Dependendo da atuação de agentes internos e externos, o relevo pode apresentar diversas formasAs principais são: montanhas, planaltos, planícies e depressões.
montanhas são aquelas regiões em que ainda hoje os processos internos superam os externos, ou seja, o soerguimento é mais forte que a erosão. Os Andes, as Rochosas, os Alpes, o Himalaia ainda apresentam falhamentos, terremotos e vulcanismos, demonstrando a forte atuação dos agentes internos. É comum, no entanto, considerar montanhas aquelas áreas que, mesmo antigas, apresentam altitudes superiores a 300 metros.
Planaltos são superfícies elevadas, com ondulações suaves, delimitadas por escarpas que constituem declives e nos quais os processos de destruição superam os de construção. Entre os fatores externos, predominam os agentes de desgaste, e não os de sedimentação. Os planaltos típicos são de estrutura sedimentar, mas podem ser formados pelo soerguimento de blocos magmáticos.
Planícies são superfícies que apresentaram pequenos movimentos na crosta, sendo quase completamente aplainadas. São delimitadas por aclives, e os processos de deposição superam os de desgaste. Podem ser classificadas em planícies costeiras, quando o agente de sedimentação é o mar; fluviais, quando um rio é responsável por sua formação: e planícies de origem lacustre, ou seja, formadas pela ação de um lago.
Nas depressões a altitude da superfície é mais baixa que as formas de relevo que as circundam. Classificam-se em depressões absolutas, quando estão abaixo do nível do mar, e relativas, quando estão acima. Em geral, as depressões relativas decorrem de intensos processos erosivos ocorridos nas bordas de planaltos. A região em que se encontra o mar Morto é um exemplo de depressão absoluta. Um vale em um planalto ou entre montanhas constitui uma depressão relativa de forma alongada.
Cada uma das formas de relevo pode receber denominações diferentes, conforme suas dimensões e particularidades morfológicas. Assim, por exemplo, uma pequena montanha é chamada, em geral, de morroum alinhamento de montanhas de serra. Do mesmo modo, a depressão alongada, denominada vale, em geraI contém um leito de um curso de água (provavelmente responsável pela erosão do terreno).